Documentando suas APIs
A documentação mora no mesmo YAML da request, versionada junto com o código — o oposto de um wiki que envelhece. Dá para documentar cada request, cada pasta e cada collection, ler tudo como um documento só dentro do app e exportar para quem não usa o Wttp.
Escrevendo
Na request, a aba Docs; na pasta ou collection, a aba Overview. É um editor de markdown com duas abas, Editor e Preview, e um botão para expandir a prévia em tela cheia.
- A barra de ferramentas cobre negrito, itálico, sublinhado, tachado, títulos, listas, lista de tarefas e o menu Insert (citação, código, link, imagem, tabela, diagrama e fórmula).
- Blocos de código têm realce de sintaxe,
```mermaiddesenha diagramas e fórmulas funcionam com KaTeX — tudo empacotado no app, nada é baixado da internet. - O menu ⋯ (More tools) reúne atalhos: Destaques (nota, dica, atenção, perigo), data e hora, emoji de status e prioridade, modelos (bug report, ata de reunião), maiúsculas/minúsculas, blocos extras (bloco recolhível, marca-texto, tecla, linha divisória) e copiar o markdown.
{{variáveis}}aparecem na prévia com o valor do environment ativo. Variáveis Secret aparecem como••••e as que não resolvem ficam destacadas, como escritas.- O texto é gravado como um bloco literal legível (
docs: |), então ogit diffmostra o markdown linha a linha.
Imagens e vídeos
Anexos ficam na pasta attachments/, na raiz do workspace, e vão para o Git junto com os YAMLs — quem clona o repositório vê as mesmas imagens.
- Colar ou arrastar uma imagem no editor anexa e insere a referência.
- O clipe da barra de ferramentas abre o seletor de arquivos (vários de uma vez) — é o caminho para vídeos, que colar e arrastar não cobrem.
- Tipos aceitos:
png,jpg,gif,webp,svg,mp4ewebm. Limite de 50 MB por arquivo; acima disso o Wttp recusa e sugere Git LFS — vídeos grandes pesam no repositório de quem clona. - O arquivo é gravado como
nome-1a2b3c4d.png(o sufixo vem do conteúdo). Anexar o mesmo arquivo duas vezes dá um arquivo só, sem diff. - No markdown a referência é
. A extensão decide:mp4ewebmviram um player com controles, o resto vira imagem.
Removendo anexos
Apagar a referência do texto não apaga o arquivo. O mesmo anexo pode estar em vários docs, a edição é desfazível e o Git já guarda o arquivo. Limpar é uma ação à parte:
- O clipe na barra de status (canto direito), Clean unused attachments… no menu + da árvore e na busca rápida (
Ctrl+P) abrem a lista do que nenhumdocscita mais, com miniatura e tamanho. Tudo vem marcado; desmarque o que quiser manter e confirme em Move to trash. - Os arquivos vão para a lixeira do sistema, então dá para restaurar. Numa máquina sem lixeira o Wttp apaga de vez e avisa na hora.
- Conta como "em uso" qualquer menção a
attachments/arquivo— em imagem, link ou bloco de código — nodocssalvo de todo o workspace e também no das abas abertas, ainda que não salvas. - Quando uma referência sai de um
docssalvo e o anexo fica sem uso, aparece um aviso com o botão Review. Anexos que já estavam sem uso quando você abriu o workspace não geram aviso. O Wttp nunca apaga nada sozinho.
Lendo a documentação
Clique direito numa pasta ou collection → Read docs. A aba que abre mostra a collection como um documento: um índice à esquerda e, ao lado, a documentação da pasta seguida das requests.
- Toda request aparece com a assinatura mínima — método, URL e params —, mesmo sem
docs. - Cada uma traz um exemplo de requisição (cURL, fetch ou axios, à escolha) e a última resposta registrada no histórico. Se a request nunca foi enviada, o painel avisa. Refresh examples relê o histórico.
- Ler não mexe nas abas de trabalho: elas continuam como estavam.
Exportando
Na aba de leitura, Export HTML e Export Markdown.
- HTML: um único arquivo, sem CDN, que abre offline — índice navegável, busca, tema claro/escuro e os exemplos de cURL, fetch e axios de cada request. Imagens vão embutidas; vídeos até 8 MB também, e acima disso o player dá lugar a um aviso.
- Markdown: um arquivo
.mdcom o mesmo conteúdo. As referências a anexos continuam relativas, então leve a pastaattachments/junto.
O que nunca sai no export:
- valores de variáveis — ficam como
{{variável}}, nunca o valor do environment; - valores literais de autenticação e de headers sensíveis (
Authorization,Cookie,X-API-Key, qualquer um comtoken,secretoupasswordno nome), que viram****. Uma referência{{variável}}é preservada; - respostas executadas — o export documenta a request, não o que ela devolveu.